quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Circuitos funcionando!

De volta com o diário da minha ferrovia, apresento o pleno funcionamento do painel de comando! Em termos ferroviários, o C. C. O. (centro de controle operacional) já está operando a 100%, liberando a bancada para a decoração com ruas, vegetação, construções e pessoas.

A parte elétrica foi a fase mais complicada de ser executada até agora: apesar de ter conhecimentos de eletrônica, fazia tempo que não esquentava o ferro de solda. Tive que lembrar de muitas regrinhas na marra. Mesmo assim, não escapei de ciladas como o AMV (desvio) manual que se revelou um grande problema na maquete: não sabia que este modelo importado conduzia corrente automaticamente de acordo com a posição de suas agulhas (os modelos da Frateschi não conduzem nas agulhas, permitindo maior facilidade para interrupções na energização dos trilhos). Tive que criar mais uma interrupção adicional no terra, fora do painel de comando. A chave ficou no tablado, próximo ao fim do "ramal morto".

Depois de todos os trilhos assentados e fios conectados e soldados, ainda tive que remover alguns trechos longos e desvios mais de uma vez e reconectar cabos que já eram definitivos, ao perceber imperfeições na instalação, falhas no assentamento (que provocaram descarilhamentos) e na alimentação dos trilhos. Confesso que chegou a ser irritante o faz-e-refaz tão repetitivo e as tardes parado, olhando o horizonte com um trilho na mão em busca de ideias que solucionassem meu problema técnico.

Procurei ao máximo evitar pedir a ajuda de meu irmão, que seguiu carreira em tecnologia e saberia resolver os problemas com maior praticidade. Estudei quatro anos de eletrônica e exigi de mim mesmo essas soluções. Para mim, eu deveria saber solucionar.

Muitas tardes que começaram na semana entre o natal e a virada de ano novo de 2012 para 2013. Hoje concluí esta maratona elétrica. Acomodei todos os circuitos  numa caixa de madeira que comprei no Saara (Centro do Rio) e identifiquei todo o cabeamento com fita adesiva.

A primeira composição que rodou no circuito 100% concluído foi o meu metropolitano da Fepasa (SP), que daqui a uns meses, será pintado com as cores institucionais da SuperVia (RJ).









Amanhã farei novas fotos com meus outros trens para testar manobras de simulação carga e descarga e, paralelo à decoração, definirei quais as empresas que estas composições cargueiras servirão. Afinal, ferreomodelismo sério precisa ter propósito. E continua a saga pela escolha do nome que batiza a ferrovia. Ainda não cheguei a uma conclusão satisfatória.



Grande abraço a todos!

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